O autor do crime, também natural do Brasil, afirmou ter estrangulado a vítima e mantido o corpo dentro do apartamento onde moravam por 21 horas

A brasileira Gabriela Barbosa era natural de Osasco, na Grande São Paulo, e se mudou para Portugal com o marido e os dois filhos em 2024 (Foto: Reprodução).
Um adolescente brasileiro de 15 anos confessou ter matado a mãe, também brasileira, de 33 anos, em Portugal. O autor do crime, também natural do Brasil, afirmou ter estrangulado a vítima e mantido o corpo dentro do apartamento onde moravam por 21 horas. Gabriela Barbosa era natural de Osasco, na Grande São Paulo, e se mudou para Portugal com o marido e os dois filhos em 2024.
Segundo informações do jornal Público, a Polícia Judiciária de Lisboa informou que o homicídio foi cometido, de acordo com o jovem, durante a madrugada de quarta para quinta-feira (12 e 13 de agosto). A confissão só aconteceu na tarde de quinta, quando a polícia foi chamada pelo próprio autor.
As autoridades relataram que o assassinato estaria relacionado a eventuais episódios de violência física e psicológica protagonizados pela vítima contra os dois filhos. O suspeito é o irmão mais velho de uma menina de quatro anos. Neste momento, a criança está sob a proteção do Estado Português. O pai do casal, inclusive, está preso por violência doméstica desde 2025.
Uma tia e uma avó dos filhos estão a caminho de Portugal após entrarem em contato com o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. O intuito foi pedir assitência jurídica. A intenção é que as duas parentes peçam pela guarda da irmã.
Um processo de promoção e proteção no Tribunal de Família e Menores de Cascais, em Portugal, a favor dos filhos, teve existência confirmada pelas assessorias de imprensa do Conselho Superior da Magistratura (CSM) e da Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida de promoção e proteção existe desde 2025.
O consulado recebeu o contato das autoridades portuguesas na tarde desta sexta (14). A mãe brasileira havia se mudado com os filhos há duas semanas para um apartamento em Algés, na Região Metropolitana de Lisboa. A família da vítima também foi informada sobre a morte pelo consulado.
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