Medida orienta vacinação indiscriminada de pessoas de 6 meses a 59 anos durante a Campanha de Multivacinação de agosto para conter a circulação do vírus
Agência Gov | Via Saúde
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A estratégia foi definida após a identificação de casos da doença, que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades.
A vacina contra o sarampo está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e integra o Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em situações de circulação do vírus, o Ministério da Saúde também recomenda a aplicação da chamada dose zero em crianças de 6 a 11 meses de idade, ampliando a proteção desse grupo, mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.
Até o momento, o Brasil confirmou 14 casos de sarampo em 2026. Três registros identificados no início do ano já foram encerrados, sem risco de transmissão. Atualmente, há um surto ativo com 11 casos, sendo dois em São Bernardo do Campo e nove no município de São Paulo. As investigações epidemiológicas seguem em andamento e, até o momento, os casos permanecem classificados como de fonte de infecção desconhecida. O surto foi identificado em uma região de intensa mobilidade populacional, com elevado fluxo internacional de viajantes e circulação frequente de pessoas provenientes de outros países, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus.
Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose (D2). Nos municípios contemplados pela recomendação, Guarulhos registrou coberturas de 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo atingiu 90,84% (D1) e 83,62% (D2), e o município de São Paulo apresentou 90,79% (D1) e 83,63% (D2).
O Ministério da Saúde reforça que manter a caderneta de vacinação atualizada é a principal forma de prevenir o sarampo e evitar a reintrodução da doença no País.
Nenhum comentário:
Postar um comentário