Reportagem aponta repasses por serviços prestados e cita investigações envolvendo o sócio da empresa.
Por Kaylan Anibal
Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

Segundo o jornal, o valor supera, por exemplo, os R$ 80 milhões declarados como pagos ao escritório da advogada Viviane Barci, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Com isso, a empresa figura entre os principais destinos de recursos do banco nesse tipo de contrato.
De acordo com a apuração, Bahia Vasconcelos foi alvo do Ministério Público do Rio de Janeiro sob acusação de integrar um esquema que atingia aposentados e pensionistas do INSS. Segundo a denúncia, dados das vítimas eram acessados por um software chamado Vanguard e, em seguida, equipes de call center faziam contato oferecendo supostos cartões de desconto.
Ainda segundo a investigação, as vítimas eram convencidas a comparecer a encontros presenciais para “tirar foto do cartão”. A imagem era utilizada para reconhecimento facial, o que permitia a contratação de empréstimos consignados sem conhecimento das pessoas, com desvio de valores.
Funcionários, conforme a denúncia, recebiam bônus e prêmios para alcançar metas. A acusação que tornou Bahia Vasconcelos réu, no entanto, não menciona a Midias Promotora, mas outra empresa. A defesa afirma que ele não integra o quadro societário ligado ao esquema do call center.
A Midias foi aberta em 2020 com capital social de R$ 1 milhão, no mesmo ano em que o sócio recebeu R$ 3 mil em auxílio emergencial, divididos em cinco parcelas. O endereço informado é em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e não há imóveis registrados em seu nome no estado. Mais no blogdovalente
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