Monique de Carvalho / SNB
Doriane Pin fez um teste com a Mercedes. Ela é a primeira piloto de F1 após 50 anos.
Foto: redes sociais

Durante o teste, ela deu 76 voltas na pista, o que soma aproximadamente 200 quilômetros, usando o modelo W12. Esse é o mesmo carro que ajudou a equipe a conquistar o título de construtores em 2021, com os pilotos Lewis Hamilton e Valtteri Bottas.
Além disso, Doriane também se tornou a primeira francesa a pilotar um carro moderno da Fórmula 1. Hoje, ela faz parte de um grupo pequeno de mulheres que já tiveram essa chance, em uma categoria que não tem uma piloto no grid há quase 50 anos.
Caminho até chegar à Fórmula 1
Antes desse teste, Doriane Pin venceu a última temporada da F1 Academy, um campeonato criado justamente para abrir mais espaço para mulheres no esporte.
Depois disso, ela passou a integrar o time da Mercedes como piloto de desenvolvimento. Na prática, isso significa ajudar nos testes, analisar o desempenho do carro e colaborar com a equipe nos bastidores.
Esse tipo de função é comum na Fórmula 1 e costuma ser um passo importante para quem quer chegar ao grid principal no futuro.
Como foi o teste na prática
O treino aconteceu em uma versão mais curta do circuito de Silverstone. Ao longo do dia, Pin conseguiu completar 76 voltas e ganhar mais experiência com um carro de Fórmula 1 atual.
O modelo W12 exige bastante preparo, tanto físico quanto técnico. São carros muito rápidos, com bastante tecnologia e que pedem precisão o tempo todo.
Depois do teste, a piloto comentou como foi a experiência. “Foi uma oportunidade única e fiz questão de aproveitar o dia ao máximo, além de realizar o melhor trabalho possível”, disse. Em outro momento, reforçou que o foco está no desempenho: “Ser a primeira mulher não me define, mas foi ótimo mostrar do que somos capazes”.
Presença feminina ainda é pequena
A participação de mulheres na Fórmula 1 ainda é baixa. A categoria não tem uma piloto correndo oficialmente há quase cinco décadas.
Por isso, iniciativas como a F1 Academy e programas das próprias equipes tentam mudar esse cenário aos poucos, criando mais oportunidades.
O consultor da Mercedes, Gwen Lagrue, comentou sobre isso. “Tenho certeza de que veremos uma mulher correndo na Fórmula 1 nos próximos anos, e, como equipe, ficaríamos extremamente orgulhosos se conseguíssemos alcançar esse objetivo com alguém do nosso time”, afirmou. Mais no sonoticiaboa
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