Gilberto Waller alegou que a fragilidade na verificação de identidade permitiu que os empréstimos fossem liberados de forma irregular
Por: Alírio de Oliveira / defatoonline
Gilberto Waller,presidente do INSS, denunciou bancos na CPMI- Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Durante audiência da CPMI do INSS, nesta quinta-feira (5), que apura irregularidades em contratos de crédito consignado, fraudes e a falta de fiscalização do instituto sobre os bancos que operam esses produtos, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que cerca de 2 mil empréstimos consignados foram concedidos a aposentados e pensionistas já falecidos, principalmente pelo AgiBank. Fonte: IG
Waller culpou a fragilidade na verificação de identidade permitiu que os empréstimos fossem liberados de forma irregular.
O AgiBank teve seu acordo de cooperação técnica suspenso com o INSS, mas assinou um termo de compromisso na devolução dos valores.
Outro banco envolvido nas irregularidades foi o PicPay, responsável pelo programa Meu INSS Vale Mais, que adiantava benefícios e teve R$ 110 milhões bloqueados, de um total de R$ 225 milhões previstos, foi suspenso por falta de previsão legal e descontos não autorizados.
“Era para passar um pente fino em tudo que estava sendo descontado no contracheque dos nossos aposentados e pensionistas. E esse programa chamou atenção por não previsão legal. Eu não posso fazer consignação em folha de ninguém se não tiver previsto em lei. Não havia previsão legal”, disse Waller.
Também a Crefisa teve seus contratos rescindidos após a investigação apontar baixo número de consignados, mas a prática de venda de outros empréstimos com juros mais altos que, segundo o presidente do INSS, a falta de encaminhamento correto dos contratos dificultou a apuração das irregularidades.
Waller assumiu o INSS em abril de 2025, quando novas normas tornaram mais rigorosas a autorização e fiscalização de consignados, entre elas, a exigência de biometria para a liberação de empréstimos, auditorias externas pagas pelos bancos e restrição de desbloqueio de benefícios apenas pelo aplicativo oficial do INSS.
Conforme o presidente, hoje existem cerca de 65,35 milhões de contratos ativos, firmados com 44 milhões de aposentados e pensionistas, que liberam mensalmente R$ 5,45 bilhões na economia.
O Banco Master, como exemplo, tinha mais de 324 mil contratos, dos quais, 251 mil não tinham comprovação de regularidade, o que forçou à suspensão e bloqueio de valores. O PicPay teve suas operações suspensas em agosto de 2025, após denúncias de cobranças indevidas de antecipações de até R$ 450 por benefício.
A CPMI deve ter uma nova reunião na próxima segunda-feira (9), para dar continuidade às investigações.
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