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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cachorros treinados conseguem farejar câncer antes de a doença aparecer; pesquisa

Rinaldo de Oliveira - SNB
A pesquisa feita na Universidade da Pensilvânia (EUA) descobriu que cachorros conseguem detectar câncer pelo faro antes da doença aparecer. - Foto: reprodução/Universidade da Pensilvania

Faro apuradíssimo. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram que cachorros treinados conseguem farejar o câncer precocemente, antes de a doença ser diagnosticada.

O estudo, publicado no The Veterinary Journal, mostra que ao identificar sinais de câncer em amostras de sangue, uma das cachorrinhas do projeto acertou 70% das vezes que tentou.

A pesquisa trabalha na identificação de tipos mortais de câncer canino, porém, estudos anteriores mostram que os cães podem também detectar diferentes tipos de câncer humano, como de ovário, pâncreas, bexiga e pulmão, através do cheiro presente no sangue, na urina ou no hálito, com até 90% de precisão.

“É muito difícil”
As pesquisadoras Cynthia Otto e Clara Wilson, da Penn Vet, contaram que os cães treinados conseguem identificar o odor do hemangiossarcoma, um câncer canino devastador, e isso traz esperança para a criação de uma ferramenta de triagem melhor e de tratamentos mais eficazes.

“Isso é muito encorajador. Detectar o câncer é incrivelmente difícil, é um odor muito complexo”, disse Clara Wilson.

O resultado da pesquisa é importante porque a detecção precoce da doença pode levar a melhores resultados no tratamento.

Como é o treinamento
Cinco cães de biodetecção foram previamente treinados para reconhecer odores associados a outras doenças, incluindo doença debilitante crônica, transtorno de estresse pós-traumático, câncer de ovário humano e câncer de pâncreas humano.

Eles participaram de testes duplo-cegos que incluíram amostras de soro sanguíneo de cães com hemangiossarcoma confirmado, cães com doenças não cancerosas que não o hemangiossarcoma (controles doentes) e controles saudáveis.

Cada cão avaliou 12 conjuntos de amostras correspondentes em sete ensaios por conjunto.

“Usamos olfatômetros, que são de alta tecnologia — eles têm um pequeno feixe de laser infravermelho na parte superior”, disse Clara Wilson. “Quando esse feixe é interrompido, ele registra que o cachorro está examinando a amostra. E se ele permanecer nesse feixe por tempo suficiente — e se for a amostra correta — ele ouvirá um sinal sonoro e saberá que deve vir buscar seu petisco”, contou. Mais no sonoticiaboa

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