Criado pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) em 2012, o Dia Internacional da Felicidade será comemorado nesta sexta-feira (20). De acordo com a resolução estabelecida pela organização, “a busca pela felicidade é um objetivo humano fundamental". Especialistas em estudo da felicidade ouvidas pelo Bahia Notícias concordam com a opinião da ONU. Angelita Scardua, psicóloga especializada em estudos sobre a experiência da felicidade, explica qual o conceito deste estado no campo da psicologia. “A felicidade hoje é entendida como sendo um estado afetivo que corresponde à aceitação emocional da vida como ela é. Ela tem muito a ver com o estado mental e a capacidade de encarar a vida de uma forma geral, com todas as dificuldades, de forma positiva”, esclarece. Para Isaura Moura, psicóloga e integrante da ONG Ministério Compaixão, instituição da Casa de Oração Mundial que possui projetos de assistência social, este conceito, no entanto, é deturpado pela sociedade. “O que tem acontecido com muita frequência é a conceituação disfuncional do que é felicidade. Muitas vezes as pessoas acham que felicidade é estar bem o tempo todo, sorrindo”, afirma. Isaura ainda complementa: “Passar por um momento de tristeza pede que a gente se sinta mal, mas não significa que não sejamos felizes.
Para a psicóloga Angelita Scardua, felicidade "tem muito a ver com o estado mental e a capacidade de encarar a vida" Consideradas como doenças do século, depressão e ansiedades são causadas pelas cobranças que a modernidade impõe à vida em sociedade. É o que afirma a psicóloga Isaura Moura. “Se meu trabalho não é como eu quero, me sinto infeliz. Se minha família não me acolhe como eu gostaria, acho que sou infeliz. Tudo está baseado no nível da idealização. Se o que eu idealizei não acontece, acaba gerando uma frustração”, declara. A especialista Angelita Scardua complementa dizendo que o “isolamento social seria uma causa” para os crescentes índices de casos dessas doenças. “A pessoa tem muitos amigos nas redes sociais, mas, se a mãe morre, ela não tem um ombro amigo para chorar”, afirma. A psicóloga ainda explica que a forma como as crianças da sociedade atual são criadas contribui para gerar “adultos inseguros e emocionalmente instáveis”. “Na nova geração, se a criança tem uma nota ruim, o pai vai à escola reclamar com o professor por ter dado a nota ruim. Isso cria na criança o sentimento de: ‘você não é capaz de resolver seus próprios problemas’”, complementa. Angelita também afirma que as redes sociais “influenciam nas chances das pessoas se sentirem infelizes”, pois a exposição a que o público se submete nestes espaços faz com que as pessoas comparem suas vidas com a das outras. “A pessoa que se compara o tempo todo com as outras tende a ser menos feliz. Elas ficam se comparando com amigos, colegas que postam fotos de viagens, baladas, viagens e se sentem menores. Se a pessoa tem autoestima baixa, ela pode se sentir mais infeliz do que realmente é”, explica. A especialista ainda complementa que “a vida que as pessoas mostram nas redes sociais é editada”. “Ela faz o recorte dos melhores momentos e coloca na rede social”, ressalta.
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