Estado de Minas - O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai investigar denúncia de que a transferência do goleiro Bruno Fernandes de Souza para a Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas, em 20 de junho, contou com o “apadrinhamento” de pessoa influente. Uma reclamação disciplinar assinada pelo advogado João Antonio Reina, do escritório paulista Carbone & Faiçal, foi protocolada no CNJ pedindo abertura de processo de investigação. Já o advogado Thiago Lenoir, que defende Bruno, considerou um “factoide” a acusação e disse que não vai rebatê-la, pois seu foco é o recurso em segunda instância contra a condenação de seu cliente e a permissão para que o ex-atleta volte a jogar futebol.

Ameaça O documento encaminhado ao CNJ sugere ainda que um plano de fuga estaria em andamento. “Bruno está em regime fechado e não pode sair para jogar futebol. Se conseguir esse benefício, vai aproveitar para fugir”, sugere Carbone. Segundo o advogado, o ex-jogador tem recursos financeiros e recebeu R$ 200 mil só por uma entrevista a uma revista. “Não houve nada de ilegal na transferência do Bruno. Para a Justiça, para o sistema prisional, para a defesa, a ida de meu cliente para a penitenciária em Francisco Sá tem como objetivo sua ressocialização. Esse é um procedimento rotineiro e, nos últimos meses, pelo 15 clientes meus foram transferidos de unidades, atendendo seus direitos”, rebateu Thiago Lenoir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário