Algumas pessoas poderiam falar
que os desvalidos não contribuem em nada para o país, eu já ouvir sobre isso.
Se eles contribuem com o país através do pagamento de impostos ou não, isso
pouco importa, o que realmente deve ser levado em consideração é que o Estado,
aqui entendido como qualquer instância da administração: Municipal, Estadual ou
Federal, deve passar a olhar para esse outro lado do Brasil. Essa outra face da
Moeda, que pode não dá lucro (R$), mas, precisa ser assistida. São pessoas que
por algum motivo tiveram a sua vida devastada e hoje se encontra em situação de
vulnerabilidade, em alto risco, morando nas ruas, esmolando, e ainda sofrendo
preconceitos por parte da sociedade dita contributiva. Somos um país diversificado em relação ao seu
contingente humano. Um país de dimensões
continentais como o Brasil, que possui diferentes credos religiosos, diferentes
cores, raças e condições sociais distintas, acolhedor como propalado, ainda
precisa avançar.
Itabuna, a nossa cidade querida,
não está fora deste contexto, pois, o número de pedintes, pessoas que moram nas
ruas, cada dia cresce mais e percebemos que o poder público não está dando o
cuidado devido a essa fatia social. Os moradores de ruas preferem fixar-se no
centro da cidade, e acaba expondo a todas as pessoas sua situação de extrema
pobreza, enquanto políticos e politiqueiros enchem os bolsos com o erário da
Assistência Social. A população se envergonha de tal situação, pois entende que
essa não deveria existir numa cidade que faz parte de um
país que hoje empresta dinheiro para países ricos da Europa, mas não consegue
matar a fome ou assistir o seu povo com dignidade e com honra.
Fica aqui a nossa indignação, a
nossa repulsa a tão situação, e que os poderes públicos e toda sociedade possam
unir-se e buscar alternativa, que mesmo não acabando possa minimizar a situação
dos desvalidos de Itabuna.
Texto de Maria José Gonçalves (Tia Nen)
Psicóloga formada pela
Universidade Salesiana de Vitória do Espirito Santo.
tianenreis@hotmail.com
para o Tabocas Noticias (via email)
Nenhum comentário:
Postar um comentário