Foto: Marcela Franco/TechTudo

Segundo reportagem do The New York Times, os familiares decidiram processar a empresa depois de analisar o histórico de conversas de Bowen com a ferramenta de inteligência artificial.
De acordo com o jornal, as mensagens indicariam que o ChatGPT sugeriu mudanças na dosagem dos medicamentos, orientou uma redução gradual até a suspensão completa e, em diferentes momentos, incentivou a jovem a seguir o plano mesmo diante de sintomas que poderiam indicar o agravamento de seu quadro de saúde.
A causa oficial da morte foi registrada como morte súbita inesperada em epilepsia, conhecida pela sigla SUDEP, em inglês.
O caso chama atenção para os riscos do uso de ferramentas de inteligência artificial como fonte de orientação médica. Especialistas ouvidos pelo g1 alertam que alterações na dosagem ou a interrupção de medicamentos contra epilepsia sem acompanhamento médico podem provocar crises graves e aumentar o risco de morte.
A discussão também envolve os limites da tecnologia na área da saúde, especialmente quando sistemas de inteligência artificial apresentam orientações detalhadas sobre tratamentos sem capacidade de avaliar individualmente as condições clínicas e os riscos para cada paciente.
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