Líderes dos dois lados trabalham para evitar uma contaminação no Ceará do cenário nacional marcado pela troca de ataques.
Parlamentares e lideranças do PT e PDT esforçam-se para preservar a aliança entre os partidos no Ceará em meio aos ataques constantes de Ciro Gomes à cúpula petista e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solto após 580 dias preso na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. Nos dois lados, há uma intenção comum de se trabalhar para que a tensão não afete as relações no Estado e a base política sólida e ampla que sustenta o governo Camilo Santana (PT).
O clima esquentou muito desde a soltura de Lula, e apesar dele ter optado, em seus discursos, por evitar responder diretamente a Ciro. A cúpula do PT, especialmente a presidente nacional Gleisi Hoffman, é quem costuma devolver as críticas do pedetista ao partido e a Lula, mas também ela, nos últimos dias, optou pelo silêncio.
Presidente do PDT no Ceará, o deputado federal André Figueiredo, afirma "não concordar com um partido que se acha um dono na oposição". O parlamentar critica o pronunciamento do ex-presidente feito nesta quinta-feira, 14, durante a Executiva Nacional do PT, em Salvador, no qual Lula reforçou que "PT não nasceu para ser partido de apoio". "É um dos motivos da amargura de Ciro. Ele tem um posicionamento claro sobre o mal que o Lula fez ao tentar uma candidatura que, embora legitima, seria derrotada pelo Bolsonaro", revela.




































