Jorge Gauthier / CORREIO

Segundo o diretor da Colônia de Pescadores, Nilo Silva Garrido, o sumiço do peixe mobilizou a comunidade, que pediu, durante a festa do ano passado, que Iemanjá e Deus ajudassem no retorno da espécie – o que, segundo ele, acabou acontecendo.
“Sumiu um peixe nosso aqui, uma pititinga, muito importante para a gente aqui de Rio Vermelho, os pescadores. Foi embora, levou mais de um ano sumido aqui, nunca aconteceu isso, aí ano passado a gente pediu que voltasse a pititinga e aí, graças a Deus, voltou mesmo. Aí, esse ano, resolvemos dar o presente dela um pescador com a embarcação”.
A pititinga é um peixe pequeno comum na pesca artesanal do litoral baiano e bastante presente nas capturas feitas por pescadores do Rio Vermelho. A espécie é usada na alimentação e tem importância para a renda de trabalhadores da região. Por isso, o desaparecimento temporário do peixe causou preocupação entre pescadores locais.
O presente oficial preparado pela Colônia de Pescadores para a celebração deste ano foi produzido pelo Terreiro Olufanjá e consiste justamente em uma imagem de um pescador em sua embarcação, feita para representar a relação da comunidade com o mar.
Questionado sobre o material usado na peça, Nilo destacou a preocupação ambiental na homenagem: “De papel. Papel e madeira. Tudo biodegradável, não tem nada que polua o mar aí, nada, nada”.
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