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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

SALVADOR-BA: Contaminação em São Tomé de Paripe; moradores querem R$ 12 mil em parcela única

Proposta discutida com a Gerdau prevê pagamento de R$ 1 mil por mês durante um ano; comunidade defende recebimento do valor de uma só vez
Por Dinaldo dos Santos * AratuOn
Área da praia de São Tomé de Paripe, em Salvador, onde o MPF investiga os impactos ambientais e sociais da contaminação por resíduos poluentes

Moradores de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, querem receber em parcela única um auxílio de R$ 12 mil destinado às famílias afetadas pela contaminação ambiental na região.

O valor, segundo informações divulgadas após uma reunião realizada na quarta-feira (2), teria sido apresentado pela Gerdau para ser pago em 12 parcelas mensais de R$ 1 mil. A situação que afeta cerca de 2 mil famílias se estende há quase oito meses.

O encontro reuniu moradores e representantes do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Ministério Público Federal (MPF), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e Gerdau, entre outros envolvidos nas discussões sobre os impactos ambientais e sociais provocados pela contaminação.

Contaminação em São Tomé de Paripe é discutida
A principal divergência apresentada pela comunidade estaria relacionada à forma de pagamento do auxílio. Em vez das 12 parcelas de R$ 1 mil, os moradores defendem que os R$ 12 mil sejam pagos de uma única vez.

A proposta integra as discussões para estabelecer medidas de assistência às famílias que tiveram atividades econômicas afetadas pela interdição da praia e pelas restrições à pesca, mariscagem e outras atividades desenvolvidas na região.

De acordo com informações divulgadas sobre a reunião, a manifestação dos moradores deverá ser levada à Gerdau para continuidade das negociações. Até o momento, porém, não há confirmação de que a empresa tenha aceitado a contraproposta.

A discussão ocorre no contexto das medidas para reparação dos impactos provocados pela contaminação ambiental identificada em São Tomé de Paripe. O caso envolve investigações e procedimentos conduzidos por órgãos ambientais e pelo Ministério Público.

Negociação ainda não foi concluída
A definição sobre o auxílio financeiro faz parte de uma discussão mais ampla que envolve medidas de reparação ambiental e assistência à população afetada.

A situação de São Tomé de Paripe também já resultou em medidas administrativas e judiciais. O Inema aplicou multas às empresas apontadas como responsáveis pela contaminação, enquanto a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens de investigados para garantir recursos destinados à eventual reparação dos danos ambientais.

A reportagem procurou o Inema, Ministério Público da Bahia, o Ministério Público Federal e representantes dos moradores para confirmar os termos discutidos na reunião, mas até a publicação desta matéria, não houve retornos.

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