Por Anna Julia Lopes | Folhapress
Fotos: Reprodução / Ricardo Stuckert / PR

Entre os convidados está Frei Jorge Luiz, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), presidida por dom Jaime Spengler, que também era esperado no encontro. A entidade tem se posicionado de forma contrária à legalização de jogos de azar no país e alega danos sociais, familiares e espirituais provocados pela promoção das plataformas de apostas.
Assim como a CNBB, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs também marcará presença na reunião e será representado pela pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. À reportagem ela afirmou que o conselho deve pedir a restrição dos anúncios referentes às bets, a regulamentação que imponha limites operacionais às plataformas e campanhas de conscientização acerca dos riscos desse tipo de aposta.
A entidade deve ainda abordar medidas de proteção à renda dos usuários e de assistência à saúde pública.
Além de segmentos religiosos, também devem comparecer representantes de setores relacionados à cultura, à saúde e à proteção às crianças, como é o caso do Instituto Alana. A organização, que será representada pela jornalista Maria Mello, deve abordar a questão das bets no contexto de crianças e adolescentes.
O governo Lula tem adotado uma postura crítica às apostas online. O presidente, que atribui parte do endividamento da população às plataformas que promovem esse tipo de jogo, já disse ter a intenção de "fechar" as bets.
Dados do Ministério da Fazenda de agosto mostram que as bets autorizadas a atuar em nível federal receberam R$ 220 bilhões em depósitos durante 2025.
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