Polícia Federal apura se Lulinha atuou em favor de empresa ligada ao Careca do INSS em negociações sobre cannabis medicinal
SBT News
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Reprodução

A declaração foi feita durante uma live transmitida pelas redes sociais para militantes e apoiadores. A transmissão encerrou o “Dia 13 com Lula”, mobilização eleitoral organizada pelo PT em diferentes cidades do país, a 21 dias do primeiro turno.
Na mesma fala, Lula atacou o adversário na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), ao citar a relação entre uma empresa do senador e negócios ligados a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
“Se meu filho estiver metido, ele vai pagar um preço muito alto. Mas quem tem escritório junto com o Careca é o Flávio Bolsonaro.Não é o meu filho”, afirmou Lula.
Lulinha é investigado pela Polícia Federal (PF) em apurações que envolvem suspeitas de tráfico de influência e corrupção. Uma das linhas de investigação busca esclarecer se ele atuou, ao lado da empresária Roberta Luchsinger, em tentativas de vender medicamentos à base de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde.
Ao mencionar Flávio, Lula fez referência a uma reportagem publicada pelo ICL Notícias na sexta-feira (11), que apontou que a Bravo Grafeno, empresa de capacetes da qual o candidato do PL é sócio, está registrada na mesma sala, em Águas Claras, no Distrito Federal, que pelo menos 16 empresas ligadas ao Careca do INSS.
Segundo a reportagem, empresas dos dois grupos também mantiveram relações com a mesma estrutura de contabilidade. O endereço compartilhado, por si só, não comprova participação de Flávio no esquema investigado pela PF.
Antes de falar sobre o filho, Lula também relacionou os casos do INSS e do Banco Master ao governo de Jair Bolsonaro (PL). Disse que a gestão anterior “criou um banqueiro”, em referência a Daniel Vorcaro, enquanto seu governo teria sido responsável pela prisão do empresário. O Master recebeu autorização para funcionar em 2019
O Banco Central (BC) autorizou em 14 de outubro de 2019 a transferência do controle do Banco Máxima para um grupo de acionistas liderado por Daniel Vorcaro. A aprovação ocorreu durante a gestão de Roberto Campos Neto, oito meses depois de a própria diretoria do BC ter rejeitado uma primeira tentativa de Vorcaro de assumir o banco. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 24 de outubro daquele ano. O Máxima seria rebatizado como Banco Master em 2021.
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