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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Um em cada quatro pessoas pode sofrer AVC ao longo da vida, aponta estudo

Foto: Reprodução
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, continua sendo um dos maiores desafios da saúde pública mundial. Um levantamento apresentado durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada na Suíça em maio deste ano, revela que uma em cada quatro pessoas poderá sofrer um AVC ao longo da vida. No Brasil, a doença provocou a morte de 85.857 pessoas em 2025, consolidando-se entre as principais causas de óbito e incapacidade permanente.  *Fonte: CNN Brasil, com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da World Stroke Organization (WSO)

Diante do cenário preocupante, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou sua primeira resolução dedicada exclusivamente ao AVC. O documento orienta os países a ampliarem ações de prevenção, diagnóstico precoce, atendimento de urgência e reabilitação dos pacientes, buscando reduzir o número de mortes e as sequelas causadas pela doença.

Entenda os tipos de AVC
O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido ou comprometido. Existem dois tipos principais da doença.

O mais comum é o AVC isquêmico, responsável por cerca de 80% a 85% dos casos. Ele ocorre quando uma artéria é obstruída, impedindo a passagem do sangue para parte do cérebro. Quando identificado rapidamente, esse tipo apresenta maiores chances de recuperação e menor risco de sequelas.

Já o AVC hemorrágico é provocado pelo rompimento de um vaso sanguíneo cerebral, geralmente associado à hipertensão arterial ou malformações vasculares. Apesar de menos frequente, costuma ser mais grave e pode levar ao coma ou à morte.

Atendimento rápido salva vidas
Segundo o neurocirurgião Dr. Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema, o tempo é determinante para o sucesso do tratamento. Quanto mais cedo o paciente recebe atendimento especializado, maiores são as chances de preservar as funções cerebrais e reduzir sequelas permanentes.

Por isso, diante de sinais como fraqueza em um dos lados do corpo, dificuldade para falar, perda de equilíbrio, alteração na visão ou desvio da boca, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de emergência.

Hábitos saudáveis reduzem o risco
Grande parte dos casos pode ser evitada com mudanças no estilo de vida. O controle da pressão arterial, diabetes, colesterol elevado e obesidade, além da interrupção do tabagismo, está entre as principais medidas preventivas.

A prática regular de atividades físicas também desempenha papel fundamental. De acordo com o especialista, pessoas fisicamente ativas apresentam cerca de 33% menos risco de sofrer um AVC. A recomendação é realizar exercícios moderados entre 20 e 30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana.

Casos entre jovens preocupam especialistas
Outro dado que chama a atenção é o aumento da incidência da doença entre adultos jovens. Segundo a Organização Mundial do AVC (World Stroke Organization), aproximadamente dois milhões de pessoas entre 18 e 49 anos sofrem um AVC todos os anos.

O crescimento dos casos nessa faixa etária levou entidades médicas internacionais a atualizarem as diretrizes para tratamento do AVC isquêmico, incluindo recomendações específicas para crianças e adolescentes.

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