Foto: Martha Lillard num 'pulmão de ferro'

Morreu na quarta-feira, 26 de junho, Martha Ann Lillard, aos 78 anos, em Shawnee, Oklahoma. Conhecida como a última americana a utilizar um “pulmão de aço”, ela esteve conectada ao aparelho por mais de sete décadas, desde que contraiu poliomielite aos cinco anos em 1953, pouco antes da vacina ser introduzida nos Estados Unidos. Por Luís Henrique Costa * mixvale
A causa do falecimento de Lillard foi atribuída por seus familiares a complicações da covid longa. O estado de saúde da idosa foi ainda mais comprometido pela deterioração do seu pulmão de aço, uma máquina médica da década de 1940 que enfrentava sérios problemas de manutenção devido à escassez de peças de reposição e à falta de técnicos especializados para reparos.
O “pulmão de aço” consiste em um respirador mecânico de pressão negativa que opera ao envolver grande parte do corpo, gerando variações de pressão para facilitar a expansão pulmonar. Embora tenha sido crucial nas epidemias de poliomielite do início do século XX, sua relevância diminuiu drasticamente. Este declínio é um testemunho do progresso na medicina, com a introdução de ventiladores mecânicos mais eficazes e, principalmente, o sucesso das campanhas de vacinação, que controlaram a pólio e tornaram o equipamento quase obsoleto.
Martha Lillard foi diagnosticada com poliomielite logo após seu quinto aniversário. A enfermidade resultou em paralisia parcial e uma redução significativa da sua capacidade pulmonar, chegando a apenas 25%. Depois de aproximadamente seis meses de internação, ela seguiu utilizando o pulmão de aço permanentemente, pois garantia o conforto e a respiração adequada que nenhum outro método proporcionava.
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