
Relatório da ONU Mulheres revela que redução de recursos já afeta organizações em 52 países, incluindo o Brasil, comprometendo serviços de acolhimento, proteção contra a violência de gênero e programas de autonomia econômica. da Agência de Notícias da Aids
Os sucessivos cortes no financiamento humanitário internacional estão produzindo um efeito em cadeia sobre a vida de milhões de mulheres ao redor do mundo. À medida que aumentam as crises humanitárias, climáticas e de segurança, organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres enfrentam uma redução drástica de recursos justamente quando cresce a procura por seus serviços.
É o que mostra um novo relatório da ONU Mulheres, divulgado nesta semana, que analisa a situação de organizações de mulheres em 52 países, entre eles Brasil, Moçambique e Timor-Leste. O estudo aponta que a redução do financiamento já compromete a manutenção de casas de acolhimento, o atendimento a vítimas de violência de gênero, programas de geração de renda e outras iniciativas fundamentais para a proteção e autonomia feminina.
Os números revelam um cenário preocupante. Em 84% das organizações pesquisadas houve aumento da demanda por atendimento às mulheres, enquanto 88% afirmam operar com orçamento inferior ao necessário para responder às necessidades das comunidades onde atuam.
Brasil enfrenta aumento da demanda e redução de recursos
No Brasil, o relatório destaca que o crescimento da violência baseada em gênero ocorre ao mesmo tempo em que diminuem os recursos destinados às organizações da sociedade civil.
A situação afeta diretamente entidades que trabalham em periferias urbanas, comunidades quilombolas e na Amazônia, regiões onde o acesso às políticas públicas já é limitado. Mais na agenciaaids
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