Fenômeno deve elevar temperaturas e intensificar estiagem no semiárido
Por Isabela Cardoso * A TARDE
Fenômeno climático pode trazer ondas de calor extremo ao país - Foto: Rovena Rosa | Agência Brasil

Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), os efeitos mais intensos devem ser sentidos na segunda metade da estação, com impacto direto sobre a estiagem no semiárido, o risco de incêndios e o comportamento da vegetação nos diferentes biomas do estado.
Enquanto o interior enfrentará o período mais seco do ano, o litoral seguirá sob influência das chuvas de inverno. A combinação entre o sistema de alta pressão subtropical do Atlântico Sul e os ventos de sudeste reforça esse contraste climático entre as regiões baianas.
“Há uma grande diferença entre o que acontece no semiárido e no litoral. Enquanto o semiárido passa por uma seca muito forte, o litoral, especialmente em Salvador e no Recôncavo, recebe as maiores chuvas do ano. Isso acontece porque o sistema de alta pressão subtropical do Atlântico Sul e os ventos de sudeste trabalham juntos. Esses ventos trazem umidade para a costa, mas ao mesmo tempo, fazem com que a seca no interior seja ainda mais forte”, explica o coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, Aldirio Almeida.
Calor acima da média e frio nas áreas mais altas
Mesmo com a tendência de aquecimento, o inverno ainda deve registrar episódios de frio nas regiões mais elevadas. Na Chapada Diamantina e no Sudoeste baiano, as temperaturas podem ficar abaixo de 10°C durante as madrugadas. Mais no atarde
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