De acordo com o levantamento, a geração de energia a partir de fontes renováveis evitou que o país gastasse US$ 32,4 bilhões com a importação ou o consumo de combustíveis fósseis
Por: Max Gonçalves / agenciavoz

O Brasil foi o terceiro país que mais reduziu gastos com combustíveis fósseis em 2025 entre as 20 maiores economias do mundo, segundo relatório divulgado pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). De acordo com o levantamento, a geração de energia a partir de fontes renováveis evitou que o país gastasse US$ 32,4 bilhões com a importação ou o consumo de combustíveis fósseis, ficando atrás apenas da China, que economizou US$ 176,8 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 34,6 bilhões.
O estudo compara a matriz energética de cada país em 2025 com um cenário hipotético em que a mesma demanda por eletricidade fosse atendida principalmente por usinas movidas a carvão e gás natural. Considerando as 20 maiores economias do planeta, a expansão das fontes renováveis evitou gastos estimados em US$ 377 bilhões com combustíveis fósseis e impediu a emissão de cerca de 6,6 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO₂). No caso brasileiro, a predominância da geração hidrelétrica, somada ao avanço da energia eólica, solar e da biomassa, evitou a emissão de aproximadamente 432 milhões de toneladas de CO₂ ao longo do ano.
Em nota, o Ministério de Minas e Energia afirmou que os resultados refletem os investimentos realizados para ampliar a participação das fontes limpas na matriz energética brasileira. O ministro Alexandre Silveira destacou que o país reúne condições de combinar segurança energética, competitividade e sustentabilidade e citou iniciativas como o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035), que prevê cerca de R$ 3,5 trilhões em investimentos na infraestrutura do setor ao longo da próxima década, com foco na modernização do sistema e na transição para uma economia de baixo carbono.
O levantamento reforça a posição do Brasil como uma das principais referências mundiais em energia renovável. Atualmente, cerca de 89% da eletricidade produzida no país é proveniente de fontes renováveis, um percentual muito superior à média global, embora especialistas ressaltem que o desafio agora é acelerar a descarbonização de setores como transporte e indústria, que ainda dependem significativamente de derivados de petróleo. Para a Irena, a experiência brasileira demonstra que a expansão das energias limpas pode reduzir custos, fortalecer a segurança energética e contribuir para o cumprimento das metas climáticas sem comprometer o crescimento econômico.
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