Bloco europeu acusa gigante da tecnologia de prejudicar concorrentes e dá 60 dias para empresa adequar práticas às regras de concorrência digital
SBT Brasil, com informações da Reuters

Segundo a Comissão Europeia, a empresa utilizou sua posição dominante para favorecer serviços próprios e dificultar a concorrência de empresas rivais.
A decisão amplia a tensão comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, que já divergem sobre a regulamentação das grandes empresas de tecnologia e as regras de concorrência no ambiente digital.
De acordo com a Comissão Europeia, o Google privilegiava seus próprios serviços de compras, hotéis e transporte nos resultados das pesquisas realizadas pelos usuários, reduzindo a visibilidade de empresas concorrentes.
Além disso, o bloco afirma que a companhia dificultava o acesso dos consumidores a opções mais baratas oferecidas por aplicativos e plataformas rivais.
O porta voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, afirmou que, ao contrário das críticas feitas pelos Estados Unidos, são as empresas europeias de tecnologia e inovação que estariam sendo prejudicadas pelas práticas adotadas pela gigante norte americana.
Empresa terá 60 dias para se adequar às regras
A União Europeia estabeleceu um prazo de 60 dias para que o Google faça as alterações exigidas pela Lei dos Mercados Digitais, legislação que obriga grandes plataformas digitais a garantir tratamento justo e não discriminatório aos concorrentes.
Caso a empresa cumpra as determinações dentro do prazo, poderá evitar uma das maiores penalidades financeiras de sua história.
A decisão reforça a estratégia do bloco europeu de ampliar a fiscalização sobre as chamadas "big techs", especialmente em áreas relacionadas à concorrência e ao funcionamento dos mercados digitais.
O anúncio foi feito um dia após a divulgação dos resultados financeiros do Google Cloud. A subsidiária responsável pelos serviços de computação em nuvem registrou crescimento de 82% no segundo trimestre do ano, impulsionado pela forte demanda de empresas que desenvolvem soluções de inteligência artificial.
O avanço acelerado desse setor também tem levado governos de diferentes países a discutir novas regras para regular o mercado de inteligência artificial e o poder das grandes empresas de tecnologia.
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