Ministério Público do Paraná pediu que o homem continue preso após investigação apontar rotina de violência contra os filhos

O caso ganhou repercussão nacional depois que câmeras de segurança registraram a agressão, ocorrida em 5 de julho. Nas imagens, o homem aparece caminhando com os filhos quando desfere um chute contra a menina, que cai no chão. Durante o depoimento à polícia, o investigado afirmou que "perdeu a cabeça" por causa do choro da filha.
Investigação aponta rotina de violência
As investigações do Ministério Público, porém, indicam que o episódio não foi isolado. Segundo a denúncia, o pai submetia os filhos a práticas recorrentes de violência física e psicológica como forma de punição.
Entre os castigos descritos pelo MPPR, as crianças eram obrigadas a permanecer ajoelhadas sobre tampinhas de garrafas PET e grãos de milho, condutas consideradas cruéis, degradantes e incompatíveis com o dever de proteção dos responsáveis.
Ao oferecer a denúncia, o Ministério Público também solicitou que o homem permaneça preso preventivamente enquanto o processo criminal tramita na Justiça.
Agora, caberá ao Judiciário decidir se recebe a denúncia. Caso isso ocorra, o investigado passará à condição de réu e responderá pelos crimes de tortura e lesão corporal praticados no contexto de violência doméstica contra a própria filha.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades responsáveis pela proteção da criança e do adolescente.
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