Deputado afirma que proposta depende de acordo entre líderes do Senado e defende prioridade para a votação no segundo semestre
Rodrigo Fernandes / Luana Neiva*Bahia.Ba
Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O deputado federal Paulo Azi (União Brasil) afirmou, na noite desta quarta-feira (22), que a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1 ainda pode avançar no Congresso Nacional neste ano. Para o parlamentar, a tramitação no Senado dependerá da prioridade que os líderes da Casa darão ao projeto durante o segundo semestre.
A declaração foi dada durante a convenção que oficializou a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia, realizada no Centro de Convenções de Salvador.
Segundo Azi, apesar do calendário reduzido por causa das eleições, ainda há tempo para que a matéria seja apreciada pelos senadores.
“A matéria já foi aprovada na Câmara e está lá no Senado. É preciso que os líderes se entendam e coloquem essa matéria como uma prioridade desse segundo semestre. A gente sabe que é um semestre curto em função da eleição, mas se tiver vontade política, a matéria certamente poderá ser votada e, uma vez aprovada no Senado, ir à promulgação e se tornar uma lei tão aguardada por todos os brasileiros e brasileiras”, declarou.
Investigação envolvendo Jaques Wagner
Durante a entrevista, Paulo Azi também foi questionado sobre a investigação que envolve o senador Jaques Wagner (PT), alvo da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
O deputado afirmou que o petista deve apresentar sua defesa e disse que caberá à Justiça analisar o caso.
“É uma situação que ele precisa dar as explicações dele na Justiça. Nós esperamos que ele possa ter o direito de colocar as suas opiniões, fazer a sua defesa e a Justiça haverá de julgar”, disse.
“Se, porventura, ficar comprovado que ele foi culpado, que ele tem culpa nessas relações com o Banco Master, ele vai pagar como qualquer cidadão baiano, brasileiro deve pagar”, completou.
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