Investigação divulgada pela Fox News não resultou em denúncias contra a cientista, mas abalou sua reputação

A Suprema Corte dos Estados Unidos negou o pedido de suspensão de uma multa apresentado por uma jornalista que se recusou a cumprir uma ordem judicial para revelar a fonte de reportagens investigativas que ela produziu para a Fox News.
Um juiz federal em Washington, D.C., responsabilizou Catherine Herridge por desobediência civil e aplicou-lhe uma multa de US$ 800 por dia até que cumpra a ordem.
O Tribunal Federal do Distrito de Colúmbia manteve a decisão. Ela recorreu então à Suprema Corte. Em um pedido de emergência, neste período de recesso, ela solicitou a suspensão do pagamento da multa. A Suprema Corte rejeitou o pedido, sem explicações.
A jornalista não é ré em nenhuma ação judicial. Ela é uma testemunha não vinculada a nenhuma das partes, em uma ação movida pela cientista sino-americana Yanping Chen contra o FBI e o Departamento de Justiça (DOJ). Na ação, Chen acusa esses órgãos de terem vazado informações sobre uma investigação que a vinculava a militares chineses.
Danos à reputação
A investigação não resultou em denúncias contra a cientista, mas certamente causou danos à sua reputação. O papel da jornalista, no caso, seria o de entregar a fonte responsável (ou fontes responsáveis) pelo vazamento. A jornalista invocou seu direito constitucional à liberdade de imprensa, que pode incluir o privilégio de proteger a identidade de suas fontes.
O juiz Christopher Cooper, em Washington, D.C., declarou que a ação não podia prosseguir sem a identificação da fonte das reportagens. Por isso, ordenou um depoimento com os advogados da cientista, em que a jornalista deveria responder a perguntas sobre sua fonte (ou fontes). A jornalista compareceu ao depoimento, mas não respondeu às perguntas dos advogados. Daí, o juiz a sancionou por desobediência civil. Mais na conjur
Nenhum comentário:
Postar um comentário