Outros quatro denunciados pelo Ministério Público seguem presos por homicídio e fraude processual

Foto: Reprodução/Redes Sociais
A Justiça de São Paulo determinou, nesta quarta-feira (8), a soltura de dois investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem que morreu após ser lançada sem corda de segurança durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior do estado. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins estavam presos desde 20 de junho. Por: Metro1
Na decisão, a Justiça afirmou que a investigação não reuniu indícios suficientes de autoria contra os dois.
"Os elementos probatórios produzidos ao longo da presente investigação não evidenciaram indícios suficientes de autoria em relação a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, razão pela qual não foi realizado o respectivo indiciamento."
Com isso, a prisão temporária de ambos foi revogada.
Quatro seguem presos
Outros quatro investigados permanecem presos após serem denunciados pelo Ministério Público de São Paulo: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dossantos Gonçalves.
Luís Felipe, Maicon e Vitor respondem por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Segundo o MP, os três tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar medidas de segurança e participaram diretamente do lançamento de Maria Eduarda.
Já Evelyne foi denunciada por homicídio e fraude processual. De acordo com a investigação, ela tentou retirar a câmera presa ao corpo da vítima para dificultar as apurações. O Ministério Público afirma ainda que ela era responsável pela logística, captação de clientes e divulgação da empresa, tendo o dever de garantir os padrões mínimos de segurança da atividade.
Ao todo, oito pessoas foram investigadas no caso. Além de João e Gabriel, outros dois investigados tiveram o arquivamento do caso solicitado pelo Ministério Público, ao menos por enquanto.
Relembre o caso
Maria Eduarda procurou a empresa para realizar um salto de rope jump, mas foi lançada da ponte sem estar presa à corda de segurança. O acidente foi registrado por testemunhas, que perceberam a falha no sistema de proteção e gritaram ao ver a jovem cair.
Pessoas que estavam no local iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima morreu no local em decorrência de politraumatismo.
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