Chamas ameaçam regiões próximas a Madri e Ávila e forçam retirada de mais de 10 mil pessoas
Naiara Ribeiro, com informações da Reuters - SBT
Incêndio florestal na Espanha | Reprodução Reuters

O governo da Espanha declarou estado de emergência nacional na noite de quinta-feira (23) depois que uma série de incêndios florestais ameaçou comunidades próximas a Madri e a Ávila. Mais de 10 mil pessoas deixaram suas casas, enquanto bombeiros seguem tentando controlar as chamas.
Segundo o Ministério do Interior, a medida foi tomada porque vários incêndios ocorreram ao mesmo tempo, em meio a condições climáticas desfavoráveis. O governo afirmou que foi necessário mobilizar equipes de diferentes órgãos públicos, o que aumentou a complexidade das operações de combate ao fogo e de proteção à população.
O governo regional de Madri classificou a situação como de "extrema gravidade" e pediu ajuda ao governo central. Segundo as autoridades, mais de 10 mil pessoas foram retiradas de Villa del Prado, San Martín de Valdeiglesias, Pelayos de la Presa e Aldea del Fresno.
O governo também alertou que os incêndios ativos na região e na vizinha Castela-La Mancha podem ultrapassar a capacidade atual de combate das equipes que atuam no local. Já o incêndio em Burgohondo, na província de Ávila, pode avançar em direção à região de Madri nas próximas horas por causa das condições climáticas.
Com a declaração de emergência nacional, a coordenação das ações passa a ser feita diretamente pelo ministro do Interior, conforme prevê a lei do Sistema Nacional de Proteção Civil da Espanha. Segundo as autoridades, é a primeira vez que esse mecanismo é acionado por causa de um incêndio florestal.
Mais de 270 profissionais de emergência, 40 equipes terrestres e integrantes da Unidade Militar de Emergência (UME) foram mobilizados para combater os incêndios.
A Espanha e outros países do sul da Europa enfrentam temporadas de incêndios florestais cada vez mais severas e cientistas relacionam esse cenário às mudanças climáticas. Segundo especialistas, as chuvas intensas da primavera favoreceram o crescimento da vegetação, que secou com o calor extremo do verão e acabou servindo de combustível para incêndios que se espalham rapidamente.
Neste ano, mais de 100 mil hectares já foram queimados na Espanha, área equivalente à média anual registrada no país na última década. Ao todo, 13 pessoas morreram, tornando 2026 uma das temporadas de incêndios florestais mais letais das últimas décadas.
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