
Foto: Reprodução/TV Bahia
Cerca de 90 estudantes passaram mal após almoçarem no restaurante do campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba) de Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, na terça-feira (5). Via G1
Conforme apurou a TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia na região, todos os alunos apresentaram sintomas gastrointestinais, como dor de barriga, vômitos e diarreia, logo após a refeição no local.
“Logo de início, as pessoas não associaram ao RU, mas, de manhã, quando todo mundo começou a falar que se sentiu mal, começaram a associar e começou a movimentação maior”, destacou a estudante Sabrina Mel.
Após o caso, alguns alunos fizeram a denúncia na instituição e outros diretamente na Vigilância Sanitária. Nesta quarta-feira (6), o estabelecimento foi temporariamente fechado.
“Tiveram alguns episódios anteriores que a gente encontrou pedras, parafuso… eu já encontrei fio de cabelo. Então, acaba que se tornou algo usual, que não era para ser”, contou a estudante Mariana Lopes.
Uma reunião abordou o assunto ao longo do dia, com a presença da direção da instituição de ensino, representantes da prefeitura e de parte dos estudantes.
Conforme apurou a equipe de reportagem, os alimentos não eram preparados no local. Uma cozinha industrial da cidade era responsável pelas 500 refeições diárias servidas no restaurante. O local foi interditado.
Em contato com a TV Sudoeste, a coordenação de Vigilância Sanitária e Ambiental apontou que foram identificadas a falta de alvará sanitário e outras irregularidades no imóvel, como condições inadequadas para a produção, armazenamento e transporte de alimentos e também utensílios desgastados.
Em nota, a direção do campus lamentou o ocorrido e disse que notificou o proprietário da empresa terceirizada que presta serviço de produção de refeições para a instituição.
Informou ainda que se reuniu com os órgãos competentes e notificou a pró-reitoria de assistência estudantil sobre o ocorrido, a fim de garantir a liberação de recursos para a alimentação dos alunos cadastrados em regime de urgência.
Por fim, a gestão disse que aguarda novas informações da vigilância para tomar novas providências que sejam necessárias.
A equipe de reportagem tentou, mas não conseguiu contato com a cozinha industrial até a última atualização desta reportagem.
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