Empresas foram consideradas culpadas por homicídio culposo no acidente que matou 228 pessoas no Oceano Atlântico, incluindo 58 brasileiros
Air France | Reprodução
Naiara Ribeiro/sbt, com informações da Reuters

As duas empresas foram condenadas a pagar multa de 225 mil euros cada, valor máximo previsto nesse tipo de condenação.
O caso envolve o acidente aéreo mais grave da história da França e se arrasta há 17 anos nos tribunais. Familiares das vítimas acompanham o processo desde a tragédia, que deixou 228 mortos, entre passageiros e tripulantes de 33 nacionalidades. Entre eles, estavam 72 franceses e 58 brasileiros.
Em novembro de 2025, o Ministério Público da França pediu a condenação da fabricante Airbus e da companhia Air France durante o julgamento em segunda instância. Os procuradores solicitaram a revisão da decisão de 2023, quando as duas empresas haviam sido absolvidas.
O Airbus A330 operava o voo AF447 e partiu do Rio de Janeiro na noite de 31 de maio de 2009 com destino a Paris. A aeronave caiu no Oceano Atlântico poucas horas após a decolagem, em uma área de forte turbulência próxima à linha do Equador.
As investigações apontaram que o acidente foi provocado pelo congelamento das sondas Pitot, equipamentos responsáveis por medir a velocidade da aeronave. A falha comprometeu a leitura dos instrumentos e levou a falhas na condução da aeronave pelos pilotos durante o voo em grande altitude.
Advogados franceses ainda preveem novos recursos à mais alta corte do país.
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