Monique de Carvalho / SNB
O novo tratamento para o linfoma de Hodgkin identifica as células cancerígenas e combater o tumor junto com a quimioterapia
- Foto: Pixabay

O nivolumabe já era usado em outros tipos de câncer, como melanoma e câncer de pulmão. Agora, ele também poderá fazer parte do tratamento inicial do linfoma de Hodgkin avançado, combinado com os medicamentos da quimioterapia conhecidos como AVD: doxorrubicina, vimblastina e dacarbazina.
Segundo estudos usados na aprovação, essa combinação conseguiu reduzir entre 50% e 60% o risco de a doença piorar ou levar à morte. O resultado aumenta as chances de controlar o câncer por mais tempo, principalmente entre adolescentes e adultos jovens, que são os mais afetados pela doença.
O que muda
A principal mudança é que a imunoterapia passa a ser usada logo no começo do tratamento dos casos mais graves. Antes, a maior parte dos pacientes fazia apenas a quimioterapia tradicional.
Com a nova combinação, o tratamento passa a agir de duas maneiras diferentes. A quimioterapia combate diretamente as células do câncer, enquanto o nivolumabe ajuda o sistema imunológico a reconhecer e atacar a doença.
Na prática, isso pode aumentar as chances de o organismo responder melhor ao tratamento desde o início e diminuir o risco de o câncer avançar rapidamente.
Redução no risco da doença avançar
A aprovação da Anvisa foi baseada em um estudo internacional de fase III chamado CA2098UT. A pesquisa avaliou pacientes com linfoma de Hodgkin clássico avançado tratados com a combinação de nivolumabe e quimioterapia. Mais no sonoticiaboa
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