Foto: Metrópoles
Ciro Nogueira
Mas os esforços são inúteis.
O que essa turma ainda não entendeu — ou finge não entender — é que o protocolo de apreensão de dispositivos eletrônicos determina o bloqueio imediato do aparelho no momento da busca. Não há tempo para acesso. Não há janela para deletar. O celular é lacrado, catalogado e encaminhado para laboratório de perícia forense digital, onde técnicos especializados extraem o conteúdo com ferramentas que acessam dados mesmo de arquivos aparentemente apagados.
Mensagem deletada não é mensagem destruída. Para a perícia, ela continua lá.
A movimentação nas últimas horas diz muito sobre o estado de nervos de quem se sente exposto. Figuras do primeiro escalão político, operadores de bastidores e colaboradores próximos do senador — todos com o mesmo reflexo: a corrida para a limpeza digital.
Tarde demais.
A Polícia Federal tem experiência consolidada com esse tipo de operação. Os aparelhos apreendidos em investigações de alto perfil raramente guardam surpresas para os investigadores — a surpresa fica para os investigados, quando descobrem que achavam ter apagado tudo e não apagaram nada.
Por enquanto, o silêncio público contrasta com a agitação nos bastidores. Quem tem algo a esconder sabe que o relógio está correndo. E quem acompanha o desenrolar dos fatos sabe que, em breve, o conteúdo dessas conversas pode se tornar peça central de um capítulo político inédito no Piauí.
O alerta está dado.
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