Reprodução/Edilson Araújo

Josélia havia interrompido os estudos em 1979, ainda na sétima série do Ensino Fundamental. “Casei aos 18 anos e meu marido não deixou que eu continuasse estudando”, relembrou. As informações foram divulgadas pelo g1.
O retorno à escola aconteceu apenas em 2023, após incentivo da filha, Jovelina Santos da Silva Uzêda. Em 2025, ela concluiu o Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Colégio Estadual Luiz José de Oliveira.
Na esquerda, Josélia comemorando a formatura da filha e na direita, Jovelina comemorando a formatura da mãe — Foto: Arquivo Pessoal

Aprovada pelo Sisu, ela agora encara uma nova rotina acadêmica no campus do Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas, em Santo Amaro, no Recôncavo baiano.
Durante a vida, Josélia trabalhou como costureira e se dedicou à criação dos filhos, mas afirma que nunca abandonou o hábito da leitura. “Eu nunca deixei de ler. Alfabetizei meus filhos em casa”, disse.
Neste Dia das Mães, ela resume a própria trajetória como exemplo de persistência. “Os sonhos podem até ficar adormecidos, mas não morrem. Não existe idade para realizá-los”, afirmou.
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