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segunda-feira, 11 de maio de 2026

IPIAÚ-BA: Família critica alta médica de paciente internado no HGI e que aguardava por regulação para cirurgia vascular

Paciente de Dário Meira foi liberado pelo hospital
O Hospital Geral de Ipiaú (HGI) concedeu alta médica ao paciente Adilson Jesus Ferreira, de 46 anos, morador do distrito de Planalto Íris, no município de Dário Meira, após cerca de 30 dias de internação enquanto aguardava regulação médica para tratamento especializado. A informação foi confirmada ao GIRO no início da noite do último sábado (09), pela esposa do paciente, Rosimeire Conceição que afirmou considerar a decisão da unidade hospitalar “irresponsável”, diante da gravidade do estado de saúde do marido e da necessidade de um procedimento vascular especializado.

De acordo com o relatório médico emitido anteriormente pela unidade hospitalar, Adilson apresentava um quadro grave de comprometimento vascular nos membros inferiores, com obstrução arterial nas pernas e lesões ulceradas nos pés. Informava ainda que o paciente necessitava de procedimento vascular intervencionista, incluindo a possibilidade de angioplastia.

Apesar do quadro clínico delicado, o hospital decidiu pela alta médica. No documento entregue à família, a unidade informa: “Procedo com alta da unidade hospitalar mediante reavaliação da lesão, do laudo e das imagens da arteriografia pelo serviço de cirurgia vascular da unidade na data de hoje (08/05)”.

O laudo ainda aponta que o paciente foi orientado sobre o quadro clínico, o plano de cuidados e os encaminhamentos necessários. Segundo o relatório, Adilson compreendeu que a realização e a entrega do resultado da arteriografia dependem de unidade prestadora externa, por meio da Central Estadual de Regulação (CER), procedimento considerado independente do Hospital Geral de Ipiaú.

Ainda conforme o documento médico, o caso vinha sendo acompanhado diariamente por equipe multidisciplinar em conjunto com o Serviço de Cirurgia Vascular. O relatório destaca também que, em 7 de maio, houve um retorno do HCFM contraindicando a realização de angioplastia naquele momento, sendo indicada uma nova reavaliação vascular.

O hospital registrou ainda que a esposa do paciente questionou, em alguns momentos, as condutas adotadas e as informações prestadas pela equipe médica. Mesmo assim, segundo o relatório, foram fornecidas orientações detalhadas sobre os cuidados necessários e os sinais de agravamento que exigem retorno imediato à unidade hospitalar, como febre, piora das lesões e sinais de comprometimento vascular isquêmico, incluindo dedos arroxeados ou escurecidos.

Em contato com o GIRO, Rosimeire Conceição afirmou considerar a decisão da unidade hospitalar “irresponsável”, diante da gravidade do estado de saúde do marido e da necessidade de um procedimento vascular especializado. 

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