Célia Maria Cassiano era vítima de doença rara; em vídeo de despedida, ela defendeu legalização do procedimento no Brasil
Reprodução / Redes Sociais

A docente estudou Ciências Sociais e fez mestrado em Multimeios na Unicamp, atuando como educadora na área de artes no Sesc e na Esamc, em Campinas (SP).
Célia recebeu o diagnóstico há cerca de um ano e meio, com isso, encontrou nas redes sociais uma forma de compartilhar sua rotina, dialogar sobre a doença e mostrar as dificuldades motoras do quadro.
A AMP é caracterizada pela perda dos movimentos físicos mantendo as funções cognitivas preservadas. A doença compromete progressivamente a autonomia do paciente, podendo levar à dependência total de cuidados, o que era o caso da docente.
“É uma doença incapacitante, progressiva. Eu vivo meus piores pesadelos, porque não tenho ideia de como eu estarei amanhã. Você está presa dentro do seu corpo, seu corpo está perdendo os movimentos, e toda essa dificuldade ‘pra’ sair e se movimentar em casa”, relatou Célia em um vídeo publicado em dezembro de 2025.
Além da saúde, a doença impactou diretamente a vida social da professora. “Eu consigo fazer alguns passeios, dependendo da boa vontade de quem me convidou. A maior parte do tempo eu fico só com cuidadores, fisioterapeutas, farmacêuticos, médicos, terapeutas, pessoas para as quais estou pagando para cuidar de mim”, desabafou em vídeo.
O início do adeus
Em março, ao notar mudanças na voz, ela formalizou um documento de Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV), no qual registrou que não desejava se submeter a intervenções invasivas para prolongar a vida. Mais no iclnoticias
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