Foto: Reprodução / Agência Brasil

Um dos fatores que agravam o cenário são os altos juros do crédito rotativo, que ultrapassam 400% ao ano, tornando essa uma das formas mais caras de financiamento no sistema financeiro. Como consequência, cerca de 30% das famílias enfrentam dificuldades para manter os pagamentos em dia, o que impacta diretamente o consumo e o equilíbrio financeiro.
Além disso, a falta de controle sobre os gastos também contribui para o problema. Mais da metade dos consumidores afirma não acompanhar de forma efetiva as despesas realizadas no cartão, o que favorece o acúmulo de dívidas.
Outro ponto de atenção é o chamado “efeito rebote” após programas de renegociação, como o Desenrola. Mesmo após a quitação de débitos, muitos brasileiros voltaram a se endividar, recorrendo ao cartão de crédito como alternativa emergencial, o que acaba perpetuando o ciclo de inadimplência.
Atualmente, quase 20% da população utiliza mais da metade da renda apenas para pagar dívidas, comprometendo despesas básicas e aumentando o risco financeiro das famílias.
Como evitar o endividamento
Especialistas recomendam algumas medidas para reduzir o impacto das dívidas no orçamento:Evitar o pagamento mínimo da fatura, que leva ao uso do crédito rotativo e aos altos juros;
Manter o limite total dos cartões em até 30% da renda familiar;
Controlar os gastos por meio de planilhas ou aplicativos financeiros;
Substituir dívidas do cartão por opções com juros menores, como empréstimos consignados ou pessoais;
Ficar atento à regra vigente desde 2024, que limita os juros ao valor máximo de 100% da dívida original.
O cenário reforça a importância da educação financeira e do uso consciente do crédito para evitar o comprometimento excessivo da renda e garantir maior estabilidade econômica no dia a dia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário