A FIFA avalia cenários alternativos para a Copa do Mundo de 2026 diante da incerteza sobre a participação do Irã na competição. O país asiático, já classificado pelas eliminatórias, pode desistir do torneio em meio a tensões políticas envolvendo os Estados Unidos, uma das sedes do Mundial. Por Pedro Silvini * diariodocomercio
O Irã está atualmente alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, com jogos programados para cidades norte-americanas. A situação gerou impasse após autoridades iranianas indicarem a possibilidade de não disputar partidas em território dos Estados Unidos.
O ministro dos Esportes do Irã chegou a afirmar que o país poderia não participar da Copa, embora posteriormente tenha sugerido à FIFA a transferência das partidas para México ou Canadá. A proposta, no entanto, não foi aceita até o momento pela entidade.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, já declarou anteriormente que os jogos devem ocorrer conforme o sorteio original, sem confirmação de mudanças logísticas.
Itália pode ganhar nova oportunidade
Diante da possibilidade de desistência, a FIFA estuda alternativas para preencher uma eventual vaga aberta. Entre elas, está a criação de uma repescagem excepcional envolvendo seleções que não se classificaram diretamente.
Nesse cenário, a Seleção Italiana surge como uma das principais candidatas a disputar uma nova vaga. A equipe ficou fora do Mundial após ser eliminada na repescagem europeia e busca encerrar uma sequência de ausências, sua última participação em Copas foi em 2014.
A proposta em discussão incluiria equipes da Ásia e da Europa em um playoff adicional, com formato ainda indefinido.
Até o momento, a FIFA não confirmou oficialmente qualquer mudança no formato da competição ou substituição de seleções. A definição dependerá de avaliações internas da entidade, que pode adotar critérios próprios para resolver a situação.
Caso o Irã deixe o torneio, a equipe substituta herdaria a vaga no Grupo G, mantendo o calendário e a estrutura já estabelecidos.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e terá jogos distribuídos entre Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para 11 de junho. O novo formato amplia as possibilidades de classificação, mas também exige soluções rápidas em casos excepcionais como o atual.

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