
Foto: Matheus Moreira
O número crescente de apostadores de jogos de azar tem acendido um alerta em Ubatã. Há relatos de moradores que perderam até R$ 80 mil em apostas online. Alguns chegaram a vender bens e contrair dívidas com agiotas, que cobram juros elevados, agravando ainda mais a situação financeira. Uma ubatense, que preferiu não se identificar, contou ao Ubatã Notícias que perdeu cerca de R$ 40 mil em poucas semanas. “Eu coloquei tudo, todas as minhas economias e do meu esposo, assim, da noite pro dia, pra investir na aposta. Em três semanas eu coloquei ali coisa de 40 mil”, relatou.
Casos de jogo compulsivo têm se tornado mais frequentes no Brasil, especialmente com a popularização de aplicativos e plataformas digitais, como o chamado “Tigrinho”. Segundo o psicólogo Magnum Freire, o transtorno do jogo é semelhante à dependência química. “É muito parecido, mas sem uma substância externa. O jogo é simbólico, acontece no celular, no aplicativo, o que facilita o acesso e dificulta o controle”, explicou.
A psiquiatra Nayana Holanda destaca que muitos começam a jogar por diversão, mas acabam perdendo o controle. “Há tentativas frustradas de parar. A pessoa precisa apostar cada vez mais para sentir a mesma emoção inicial, como uma espécie de tolerância semelhante à observada em algumas drogas”, afirmou.
Embora seja difícil mensurar o número de ubatenses afetados, o Ubatã Notícias conseguiu mapear ao menos oito pessoas que, somadas, acumulam prejuízos superiores a R$ 200 mil. Especialistas alertam que a vergonha faz com que muitos não procurem ajuda, o que dificulta a dimensão real do problema. A situação já é considerada um problema de saúde pública, exigindo atenção das autoridades e ações de conscientização para evitar que mais famílias sejam impactadas pelo vício em jogos de azar. A situação registrada em Ubatã não é diferente de outros municípios da região e em todo o Brasil. *Com informações do Ubatã Notícias
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