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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Morar sozinho na velhice: saiba quando é preciso intervir

Especialista explica como identificar riscos, adaptar a rotina e o que fazer para o idoso manter autonomia com segurança dentro e fora de casa
Saiba até quando o idoso pode morar sozinho | Freepik
Brazil Health / sbt
O Brasil está envelhecendo rapidamente. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 60 anos ou mais já ultrapassa 32 milhões, representando cerca de 15% da população. A estimativa é que, nas próximas décadas, esse grupo dobre de tamanho. Com o envelhecimento populacional, cresce também uma questão delicada e cada vez mais frequente nos consultórios de geriatria: até quando é seguro o idoso morar sozinho?

Autonomia com segurança: quando intervir
Mais do que uma decisão prática, essa é uma escolha que envolve auxílio de profissionais da saúde especializados no cuidado do idoso, pois autonomia e segurança na geriatria caminham juntas e tais decisões, quando tomadas, devem estar acima do medo, do afeto e/ou do risco de conflitos familiares. Entenda os critérios médicos que avaliam segurança, cognição e funcionalidade – e saiba quando é hora de agir junto ao seu familiar.

Riscos em casa que exigem atenção
A maior parte dos acidentes com idosos acontece no próprio domicílio. As quedas são uma das principais causas de internação hospitalar em pessoas acima de 60 anos, secundárias a hábitos em casa que são passíveis de cuidados e modificações, como, por exemplo:

· Tapetes soltos e pisos escorregadios
· Iluminação inadequada
· Banheiros sem barras de apoio
· Escadas sem corrimão
· Uso de calçados inadequados
· Animais domésticos (como cachorros pequenos e gatos) que podem provocar tropeços

Além das quedas, outro risco silencioso é o uso incorreto de medicamentos, principalmente em idosos em vigência de polifarmácia (uso contínuo de cinco ou mais medicamentos), podendo levar a efeitos colaterais como queda de pressão, desmaios, confusão mental e internações evitáveis. Por essa razão, é tão importante que o geriatra, em todas as consultas, tente revisar todas as medicações de uso contínuo do idoso, sejam elas por indicação médica ou até mesmo por uso próprio, como aquelas sugeridas por conhecidos ou anunciadas em propagandas que se dizem milagrosas para todos os sintomas. Mais no sbtnews

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