Filho mais velho do presidente Lula (PT) tem dito a pessoas próximas que está tranquilo com investigações que apuram envolvimento com fraude no INSS
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Flickr

Rafael Porfírio
O filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tem dito a amigos, advogados e parlamentares se considerar vítima de uma nova "vilania", segundo apuração do SBT News.
Ele teve os sigilos quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do STF, e também pela CPMI do INSS por suspeita de fazer parte de um esquema de fraude na Previdência.
Segundo relatos de pessoas próximas, Lulinha diz estar tranquilo e avalia que há um movimento para envolver o nome do governo e de seu pai com o objetivo de criar um clima político desfavorável para o governo.
O filho do presidente já havia sido alvo de inquéritos na Lava Jato para investigar repasses superiores a R$ 100 milhões do grupo Oi para a sua empresa, a Gamecorp, de produção de conteúdo digital e audiovisual.
O caso foi transferido da Vara de Curitiba para a Justiça de São Paulo, mas foi arquivado em 2022 por falta de provas e pela suspeição de Sergio Moro no âmbito da Lava Jato.
Quebras de Sigilo
A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha por suspeita de envolvimento nas fraudes via descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões.
No pedido de quebra de sigilos, o relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), diz que Lulinha teria atuado como "sócio oculto" do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", uma das peças centrais do escândalo.
Mensagens interceptadas mostram que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, amiga do filho de Lula, o "Careca" teria informado se tratar de "o filho do rapaz", que seria Lulinha.
Houve bate-boca, empurrões e tumulto entre parlamentares, com a base governista acusando o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraudar deliberadamente o quórum de votação para conseguir aprovar a quebra de sigilo.
A intenção, segundo afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) ao SBT News, é pedir a anulação da votação e levar o caso ao Conselho de Ética.
Em janeiro, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), já havia dado aval em janeiro a um pedido da Polícia Federal para quebrar os sigilos do filho de Lula. Os dados já estão em posse da Polícia Federal. As informações foram reveladas pelo jornal digital Poder360 e confirmadas pelo SBT News.
As quebras do sigilo de Lulinha foram autorizadas no âmbito das investigações sobre as fraudes no INSS. Segundo a PF, uma organização criminosa promoveu descontos ilegais nos pagamentos de aposentados e pensionistas em busca de enriquecimento ilícito.
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