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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Inadimplência no Brasil atinge em janeiro nível mais alto desde 2017

Selic a 15% mantém juros elevados
Foto: Marcello Casal Jr Agência Brasil
A inadimplência de consumidores e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres no Brasil alcançou 5,5% em janeiro, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (25/02). Trata-se do patamar mais elevado desde agosto de 2017. Em dezembro, o índice estava em 5,4%. No acumulado de 12 meses, houve avanço de 1,1 ponto percentual, em um ambiente marcado por juros persistentemente altos, com a taxa básica Selic atualmente em 15%. Banco Central

Após interromper um ciclo agressivo de aperto monetário em julho, o Banco Central manteve a Selic no início do ano no maior nível em quase duas décadas. A autoridade monetária, no entanto, sinalizou que pode iniciar um processo de corte de juros já no próximo mês, à medida que se consolidem sinais mais claros de desaceleração da atividade econômica.

Em seu último relatório de política monetária, divulgado em dezembro, o BC atribuiu a alta da inadimplência ao longo do ano passado principalmente a mudanças nas regras, acrescentando que já observava “alguns sinais de estabilização”.

Os números mostram também retração relevante na oferta de crédito. As concessões de empréstimos pelo sistema financeiro caíram 18,9% em janeiro frente a dezembro. O estoque total de crédito recuou 0,2% no período, somando R$ 7,116 trilhões. No segmento de recursos livres, as concessões cederam 17,2% na comparação mensal. Já nas operações com recursos direcionados, que seguem parâmetros definidos pelo governo, a queda foi ainda mais intensa, de 32,9%.

No custo do crédito, a pressão segue evidente. Os juros médios cobrados nas operações com recursos livres subiram para 47,8% ao ano em janeiro, avanço de 1,2 ponto percentual sobre o mês anterior. Nos recursos direcionados, houve elevação de 0,2 ponto percentual, para 11,6%. O spread bancário nos recursos livres avançou para 34,3 pontos percentuais, ante 33,0 pontos em dezembro, ampliando a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final ao cliente.

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