Segundo o presidente, eles “não geram pautas positivas, não são referências no debate público em suas áreas e não ajudam no Congresso”
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

De acordo com a publicação, ao criar 39 pastas para compor a Esplanada dos Ministérios, Lula imaginou abrir pontos de defesa do governo e de promoção de ações do seu mandato em diferentes áreas.
Além da dificuldade de articular um discurso único num governo tão grande — para fazer uma reunião com todo o primeiro escalão é necessário reservar um dia inteiro –, uma parte dos ministros escolhidos pouco avançou nos debates públicos em suas funções — principalmente no front das redes sociais, onde o governo costuma perder batalhas em série para a oposição bolsonarista.
O colunista diz ainda que, para piorar, a nova realidade política em Brasília — com um parlamento empoderado por emendas parlamentares impositivas — tornou o loteamento de ministérios entre partidos políticos uma ferramenta pouco eficiente para garantir poder sobre a agenda do Congresso.
Quando partilhou seus ministérios entre partidos que integram a base do governo, o petista imaginava ter uma vida mais tranquila ao negociar a aprovação de matérias de interesse do Planalto. A realidade, no entanto, mostrou que os políticos que foram para a esplanada têm influência limitada nas bancadas partidárias, já que o Congresso se move hoje nos ventos da polarização política e do velho fisiologismo que sempre ditou interesses nas discussões de plenário.
Esse conjunto de evidências deve levar o petista a promover uma reforma no primeiro escalão, com mudanças pontuais para acomodar novas forças e substituir auxiliares que não entregaram o prometido.
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