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sábado, 3 de abril de 2021

Pesquisadores da USP criam enzima menos agressiva para tratar leucemia

Por Monique de Carvalho, da redação do Só Notícia Boa – Com informações de Jornal USP
Tratamento menos invasivo para leucemia facilitar o acesso aos medicamentos. - Foto: Pixabay
Boas novas para a nossa medicina! Um grupo de pesquisadores da USP conseguiu desenvolver uma enzima menos agressiva e que fará muita diferença para os pacientes com leucemia linfoide aguda (LLA).

A enzima asparaginase, já é a base para os medicamentos que tratam a LLA. No entanto, ela causa alguns efeitos colaterais, bem agressivo, deixando o paciente bastante debilitado.

O grupo então reformulou a composição da enzina e criou uma versão da asparaginase que não agride tanto o sistema imune de pacientes com a doença.

Para quem desejar conhecer a pesquisa completa, o estudo foi publicado na revista Science Direct.

Avanço importante
Para a professora Gisele Monteiro, do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da FCF, essa nova versão da asparaginase fará muita diferença nos tratamentos a partir de agora.

Segundo a pesquisadora, apesar de eficientes, os medicamentos para o tratamento da LLA podem causar efeitos que irritam o sistema imune. “Em alguns casos, podem provocar choque anafilático ou necessitar a interrupção do seu uso no tratamento”, ressalta.

Com a nova enzima, o tratamento é facilitado, principalmente em pacientes mais jovens.

Menor custo de aquisição
Além de ajudar no tratamento, Gisele lembra que a nova enzima também permitirá a fabricação de medicamentos mais barato e, consequentemente, mais acessível para a grande população.

Hoje, segundo dados da USP, o tratamento contra LLA é eficaz em 90% dos casos, mas a taxa de abandono – muitas vezes pela falta de medicamento no SUS – compromete a cura e pode levar o paciente ao óbito.

Gisele conta que somente no Brasil, temos cerca de 10 mil casos de abandono por ano.

A iniciativa coordenada pela professora Gisele envolveu pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. O início foi em 2014 e a publicação no ano passado.

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