A Petrobras está trabalhando com o Citigroup Inc., o Banco Bradesco SA e o Banco Santander Brasil SA para vender participações em três de suas unidades como parte do plano de US$ 13,7 bilhões em desinvestimento, segundo seis pessoas com conhecimento direto do assunto. Fonte: Com informações da Exame.com
As ações da BR Distribuidora poderiam ser vendidas diretamente ao comprador ou por meio de uma oferta pública, disse uma das pessoas.
O Santander está trabalhando na venda da TAG, Transportadora Associada de Gás, segundo duas das pessoas. A venda da unidade de Transpetro também é avaliada, disseram três pessoas.
A Petrobras precisa vender ativos para passar por 2015 sem acessar o mercado externo, uma vez que está envolvida no maior escândalo de corrupção no Brasil.
A companhia não divulgou um balanço auditado do terceiro trimestre de 2014 e disse, em 2 de março, que o plano de desinvestimento é de US$ 13,7 bilhões para 2015-2016, o que representa um terço de seu valor de mercado.
A meta anterior era de até US$ 11 bilhões até 2018.
Uma das alternativas em discussão para a Transpetro é vender os navios da companhia e permitir que a Petrobras continue usando as embarcações após a venda por meio de contratos de afretamento, disse uma das pessoas.
Além da venda de fatia na BR Distribuidora, o Bradesco está trabalhando para auxiliar Petrobras a vender usinas de geração térmica, disseram três pessoas.
Essas usinas, em conjunto com os gasodutos, poderiam ser vendidas a fundos de investimento e de pensão que buscam fluxos de caixa de longo prazo, num momento em que as geradoras de energia do Brasil lutam para atender a demanda.
Também é avaliada a venda da operação no Golfo do México, com ajuda do BNP Paribas SA, e os postos de combustíveis na América Latina, com a assessoria do Banco Itaú BBA SA, disseram três pessoas.
O campo Papa Terra, na Bacia de Campos, está entre as áreas que a Petrobras estuda vender, disse uma das pessoas. Os campos de petróleo a serem vendidos terão Bank of America como assessor.
A lista de ativos para desinvestimento está em análise por uma equipe da estatal liderada pela gerente geral Isabela Carneiro, que responde diretamente ao novo diretor financeiro, Ivan Monteiro, e está sujeita a alterações, disseram duas pessoas.
A Petrobras, o BNP Paribas, o Bank of America, o Bradesco BBI, o Itaú BBA, o Citigroup e o Santander não quiseram comentar.
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