A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a suposta omissão de socorro e negligência no atendimento do paciente teriam provocado seu óbito, ainda que não intencionalmente. Segundo o delegado- adjunto da 1ª Delegacia de Polícia, Johnson Kenedy, “tudo indica que foi homicídio culposo”. Quando procurou por socorro nos hospitais Santa Lucia e Santa Luzia, Duvanier sentia fortes dores no peito devido a um princípio de infarto, mas ainda não tinha infartado.
Os responsáveis pelas duas unidades de saúde podem responder por penas de um a três anos de detenção. O diretor-geral da Polícia Civil, Onofre Moraes, garantiu que a os proprietários dos dois hospitais devem responder pela morte de Duvanier por terem cobrado o cheque caução mesmo o secretário tendo convênio médico. "Eu te garanto que a responsabilidade vai recair sobre os donos dos hospitais", afirmou Moraes.
Para o diretor-geral, mesmo que o estabelecimento seja particular, há a responsabilidade de atender o paciente em estado grave. "Queremos saber de quem partiu as ordens para a exigência do cheque caução", afirmou. "As pessoas que deram essas ordens [de exigir cheque] serão responsabilizadas pelo não atendimento ao secretário”, disse.
Moraes garantiu que os recepcionistas de ambos os estabelecimentos não podem ser responsabilizados porque atendiam a ordens superiores. Os médicos também não podem ser indiciados por não terem tido contato com Duvanier. O inquérito deve ser concluído em 30 dias.
Imagens
Moraes afirmou que a polícia já tem "as imagens [do circuito interno] dos hospitais e depoimentos de pessoas envolvidas". O caso também é investigado na Delegacia de Defesa do Consumidor do Distrito Federal. Na manhã desta segunda-feira (23), funcionários dos três hospitais percorridos por Duvanier começaram a ser ouvidos.
A delegada Alessandra Figueiredo espera que até o final desta semana seja possível fazer uma avaliação dos depoimentos. “Temos que ouvir todos os envolvidos no caso. Como a investigação ainda está em andamento não é possível falar sobre os acontecimentos, mas até o fim desta semana será possível fazer uma avaliação prévia do caso", diz.
Na sexta-feira (20), a presidente Dilma Roussef determinou que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, investigue as causas da morte de Duvanier. Hoje (23), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) concluiu que não houve erro por parte do plano de saúde Geap no caso da morte do secretário.
De acordo com a ANS, o plano do qual o secretário era cliente não era credenciado em nenhum dos três hospitais particulares – Santa Lúcia, Santa Luzia e Planalto – procurados por ele na quinta-feira passada. Assim, segundo a agência, não houve negativa de cobertura.
Nenhum comentário:
Postar um comentário