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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Medo da violência mudou rotina de 57% dos brasileiros, aponta pesquisa

Levantamento revela que maioria da população evita sair à noite, altera trajetos e deixa de usar celular nas ruas por receio da criminalidade
Por Lala Freitas / blogdovalente
Foto: Reprodução/Nadine Shaabana/Unsplash
Uma pesquisa divulgada no último domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha apontou que o medo da violência alterou a rotina de 57% dos brasileiros nos últimos 12 meses. O levantamento, intitulado “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, mostra que a sensação de insegurança está presente na vida da maior parte da população.

Segundo o estudo, 96,2% dos entrevistados afirmaram ter medo de enfrentar ao menos uma situação de violência. Entre as principais mudanças de comportamento adotadas pelos brasileiros estão a alteração de trajetos habituais, citada por 36,5% dos participantes, e deixar de sair à noite, comportamento relatado por 35,6%.

A pesquisa também revelou que 33,5% das pessoas evitam sair com o celular por medo de assaltos. Outros hábitos mencionados incluem retirar alianças e acessórios pessoais para evitar roubos (26,8%) e deixar de adquirir bens por receio de furtos ou crimes patrimoniais (22,5%).

O relatório destaca ainda diferenças significativas na percepção da insegurança entre homens e mulheres. De acordo com o levantamento, o medo afeta o público feminino de maneira mais intensa em todas as 13 situações analisadas.

Entre as mulheres, 40,9% afirmaram deixar de sair à noite, enquanto entre os homens o índice é de 29,8%. Já o hábito de evitar circular com celular nas ruas foi relatado por 37,8% das mulheres, contra 28,9% dos homens.

O estudo também chama atenção para o medo de agressão sexual, mencionado por 82,6% das entrevistadas. Segundo o relatório, a insegurança feminina é considerada “totalizante”, por envolver ameaças patrimoniais, físicas e sexuais simultaneamente.

No recorte econômico, a pesquisa aponta diferenças entre classes sociais. Enquanto pessoas das classes A e B demonstram maior preocupação com crimes patrimoniais e golpes digitais, moradores das classes D e E relatam maior sensação de vulnerabilidade física e territorial diante da violência.

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