Levantamento revela que maioria da população evita sair à noite, altera trajetos e deixa de usar celular nas ruas por receio da criminalidade
Por Lala Freitas / blogdovalente
Foto: Reprodução/Nadine Shaabana/Unsplash
Segundo o estudo, 96,2% dos entrevistados afirmaram ter medo de enfrentar ao menos uma situação de violência. Entre as principais mudanças de comportamento adotadas pelos brasileiros estão a alteração de trajetos habituais, citada por 36,5% dos participantes, e deixar de sair à noite, comportamento relatado por 35,6%.
A pesquisa também revelou que 33,5% das pessoas evitam sair com o celular por medo de assaltos. Outros hábitos mencionados incluem retirar alianças e acessórios pessoais para evitar roubos (26,8%) e deixar de adquirir bens por receio de furtos ou crimes patrimoniais (22,5%).
O relatório destaca ainda diferenças significativas na percepção da insegurança entre homens e mulheres. De acordo com o levantamento, o medo afeta o público feminino de maneira mais intensa em todas as 13 situações analisadas.
Entre as mulheres, 40,9% afirmaram deixar de sair à noite, enquanto entre os homens o índice é de 29,8%. Já o hábito de evitar circular com celular nas ruas foi relatado por 37,8% das mulheres, contra 28,9% dos homens.
O estudo também chama atenção para o medo de agressão sexual, mencionado por 82,6% das entrevistadas. Segundo o relatório, a insegurança feminina é considerada “totalizante”, por envolver ameaças patrimoniais, físicas e sexuais simultaneamente.
No recorte econômico, a pesquisa aponta diferenças entre classes sociais. Enquanto pessoas das classes A e B demonstram maior preocupação com crimes patrimoniais e golpes digitais, moradores das classes D e E relatam maior sensação de vulnerabilidade física e territorial diante da violência.
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