O setor da cachaça no Brasil tem sofrido constantes impactos negativos devido ao alto índice de contrabando, falsificação e produção ilegal. De acordo com o presidente da recém criada Associação Baiana dos Produtores e de outros Integrantes dos Negócios da Cachaça de Alambique (Abapoinca), dos 7 mil produtores que há na Bahia, somente 34 estão devidamente legalizados. Em todo o território nacional são cerca de 40 mil produtores de cachaça, sendo somente 1.120 registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O impacto do mercado informal é externado mais ainda quando se compara a quantidade de cachaça produzida anualmente. São 1,4 bilhão de litros produzidos formalmente no Brasil e cerca de 2 bilhões produzidos na ilegalidade. “Seiscentos milhões de litros são produzidos clandestinamente, para se ter uma ideia. Com isso, você tem todo tipo de prejuízo”, disse em entrevista à Tribuna da Bahia o presidente da Abapoinca, Benjamin de Almeida Mendes.
O especialista em cachaça alerta ainda que o país deixa de exportar devido pelo alto índice de criminalidade no mercado. Dos 1,4 bilhão produzidos legalmente, apenas 1% é exportado. “Isso nos dá a dimensão exata da imensidão do mercado que ainda precisa crescer”, afirmou.
De acordo com dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), com o mercado ilegal de bebidas alcoólicas, o Brasil deixou de arrecadar R$ 10 bilhões em impostos no ano de 2017. O setor da cachaça foi e continua sendo que mais sofre com o comércio clandestino. “A cadeia produtiva legal movimenta cerca de R$ 7 bilhões por ano. O prejuízo é muito maior”, reforçou.
Fiscalização









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