Suspeita foi notificada na quarta-feira (10); paciente que viajou à República do Congo segue internada
Agência SBT
Ebola é causada por uma infecção por um ortoebolavírus | Reprodução/ CDC US

O resultado foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz após análises laboratoriais em duas amostras coletadas de uma paciente de 31 anos que havia retornado recentemente da República Democrática do Congo, país na África Central que enfrenta surto de Ebola.
A mulher foi notificada como caso suspeito na quarta-feira (10), após apresentar febre e diarreia. Ela foi transferida de um hospital particular da capital para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e permanece internada, com evolução clínica favorável. Segundo a Secretaria da Saúde, a paciente recebe tratamento para gastroenterocolite aguda.
De acordo com o Instituto Adolfo Lutz, a primeira amostra foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas. Nesses casos, o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma nova coleta após esse período para garantir maior precisão diagnóstica.
Os dois exames, realizados por técnicas de biologia molecular, tiveram resultado negativo para o vírus Ebola.
Este é o segundo caso suspeito descartado em 2026 no estado. Em 1º de junho, a Secretaria da Saúde já havia descartado a suspeito de contaminação por Ebola de um homem de 37 anos que também havia viajado à República do Congo.
Segundo a coordenadora da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde, Regiane de Paula, a rápida investigação de casos suspeitos é fundamental para garantir segurança assistencial e epidemiológica.
"Casos suspeitos precisam ser identificados e investigados com rapidez, mesmo quando o risco de introdução da doença é muito baixo", afirmou.
Brasil reforça vigilância contra Ebola
O Brasil não registra nenhum caso confirmado de Ebola, mas autoridades de saúde acompanham um caso suspeito no Rio Grande do Sul. Até o momento, além dos dois casos investigados em São Paulo, um caso suspeito também foi descartado no Rio de Janeiro.
Diante do alerta emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o avanço da doença em países africanos, o Ministério da Saúde ativou o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais e ampliou as ações de vigilância epidemiológica em todo o país.
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