Mesmo depois de uma forte campanha de desconstrução de Marina Silva durante o primeiro turno, os articuladores do PT acreditam que o apoio da candidata derrotada à candidatura de Dilma Rousseff ainda é viável. O argumento é de que mágoas e ressentimentos não têm espaço nessa decisão e por isso os partidos da coligação de Marina devem avaliar o que é mais benéfico politicamente.
Ao chegar para a reunião entre governadores e senadores eleitos com Dilma Rousseff, nesta terça-feira (7) em Brasília, o governador da Bahia, Jaques Wagner, avaliou que o PSB e o PT construíram um projeto juntos e por isso têm muitos pontos em comum. Para o petista, o PSDB também não tratou Marina bem durante o primeiro turno e quem tinha o objetivo de derrotar a candidata era Aécio Neves.
— Não me consta que o Aécio tenha tratado bem a Marina. Na verdade, quem derrotou a Marina não foi a Dilma, quem derrotou a Marina foi o Aécio. O objetivo do Aécio era derrotar a Marina. A presidente Dilma ficou o tempo todo liderando.
Wagner, que conseguiu eleger seu sucessor no governo da Bahia, acredita que é possível aumentar os votos de Dilma no Estado em até 15% durante a campanha do segundo turno. Sobre os votos de Pernambuco, que foram majoritariamente para Marina Silva, o governador acredita que podem migrar para o PT.






