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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Mpox no Rio de Janeiro: É preciso reconhecer que estamos diante de um problema relevante de saúde pública

...que exige uma resposta proporcional à situação epidemiológica atual”, sinaliza Dra. Mayara Secco infectologista do INI/Fiocruz
Encontrada inicialmente no Reino Unido em Maio de 2022, a variante Clado IIb( 2b) está circulando no Rio de Janeiro e, aliada a cloro 1 B e a falta de prevenção eficiente e de diagnósticos corretos, poderá contribuir para compreendermos o aumento de casos de Mpox registrados por lá. Os números de MPox no Rio aumentaram significativamente : cerca de 211 diagnósticos este ano, quase o dobro dos números registrados ano passado.

O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), unidade de referência da Fiocruz para o atendimento de doenças infecciosas e emergentes, está com o seu pronto atendimento funcionando 24 horas por dia durante os sete dias da semana .O serviço funciona na Avenida Brasil, 4.365. Em dias úteis, das 8h às 16h, o atendimento é realizado pelo Setor de Ambulatório. Nos demais horários, o atendimento ocorre por meio do plantão do Centro Hospitalar.

Um aspecto que tem chamado a atenção dos pesquisadores é a identificação do Clado Ib entre as cepas responsáveis pelas infecções recentes no Rio . Esse clado foi associado a surtos recentes em países do continente africano. Embora sua presença tenha sido identificada pela primeira vez no município em uma pessoa atendida no INI-Fiocruz em março de 2026, não houve aumento expressivo no número de diagnósticos nos meses subsequentes. Entretanto, entre setembro e outubro, das 62 pessoas com informação sobre o clado já disponível, 43 apresentaram infecção pelo Clado Ib e 19 pelo Clado IIb. Esse cenário reforça o alerta para a circulação simultânea dos dois clados no atual contexto epidemiológico do Rio de Janeiro.

Médica infectologista, com residência médica em Infectologia pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas da Fundação Oswaldo Cruz (INI-Fiocruz), onde também concluiu mestrado e doutorado. É Pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz, vinculada ao Laboratório de Pesquisa Clínica em HIV, Aids, Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites (LaPClin Aids/INI-Fiocruz), a infectologista Mayara Secco respondeu perguntas feitas pela Agência.

Disse considerar “ importante que pessoas que apresentem lesões suspeitas, especialmente quando associadas a outros sintomas ou a uma possível exposição ao vírus, procurem atendimento em um serviço de saúde para avaliação e investigação diagnóstica.” Ressaltou que ““É preciso reconhecer que estamos diante de um problema relevante de saúde pública que exige uma resposta proporcional à situação epidemiológica atual”.

1) O jornal O Globo publicou uma reportagem informando que o número de casos de mpox no Rio de Janeiro aumentou consideravelmente: foram 211 diagnósticos neste ano, quase o dobro dos números registrados no ano passado. Por que esse quadro está acontecendo e se acentuando no Rio de Janeiro?

Desde o início do surto de mpox, em 2022, o Rio de Janeiro tem figurado entre os estados brasileiros com maior número de diagnósticos da doença. Naquele primeiro momento, a epidemia foi predominantemente associada ao clado IIb do vírus monkeypox (MPXV), responsável pela disseminação internacional observada a partir de 2022.

Após a redução expressiva dos casos em relação ao pico inicial, observamos novas ondas de diagnósticos em 2023 e 2024, embora com magnitude consideravelmente menor. É importante destacar, entretanto, que a redução no número de casos não significou o desaparecimento da doença. No INI-Fiocruz, mantivemos ininterruptamente, desde 2022, um serviço de referência para o atendimento de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox. Ao longo desse período, continuamos identificando e acompanhando casos, o que demonstra a persistência da circulação comunitária do vírus no estado do Rio de Janeiro, ainda que em níveis mais baixos. Mais na agenciaaids

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