Rinaldo de Oliveira / SNB

Uma vacina contra câncer de pâncreas conseguiu ativar o sistema imunológico de 98,9% dos pacientes avaliados em um estudo clínico de fase 2 nos Estados Unidos. Dos 90 participantes que receberam o imunizante experimental e puderam ser analisados, 89 desenvolveram uma resposta das células de defesa contra alterações genéticas associadas ao tumor. O resultado foi publicado na revista científica Nature Medicine.
A vacina, chamada camupepimut (ELI-002 7P), foi desenvolvida para ensinar o organismo a reconhecer sete mutações do gene KRAS, associadas ao desenvolvimento do câncer. A notícia boa é que os pesquisadores conseguiram provocar uma resposta imunológica em quase todos os participantes avaliados. Falta saber se ela também consegue reduzir o risco de retorno da doença.
A pesquisa, liderada por cientistas da Mayo Clinic, reuniu 144 pacientes com câncer de pâncreas que já haviam passado por cirurgia e quimioterapia. Desse total, 96 receberam a vacina e 48 permaneceram em acompanhamento, sem o imunizante. Nenhum apresentava sinais visíveis da doença nos exames de imagem quando entrou no estudo.
Como funciona a vacina contra câncer de pâncreas
Diferentemente das vacinas tradicionais, utilizadas para prevenir doenças infecciosas, a camupepimut está sendo estudada como tratamento complementar para pessoas que já tiveram câncer. Ela contém fragmentos de proteínas que ajudam as células de defesa, chamadas linfócitos T, a identificar alterações no gene KRAS. Mais no sonoticiaboa
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