Três assaltantes foram mortos em troca de tiros com a Rota, um homem foi preso e um policial militar ficou ferido durante a tentativa de assalto
Derick Toda-sbt

Uma mansão da família Matsunaga, localizada no bairro Alto de Pinheiros, em São Paulo, foi alvo de uma tentativa de assalto nesta quarta-feira (14). O imóvel pertence à família de Marcos Matsunaga, assassinado e esquartejado por Elize Matsunaga há 14 anos.
De acordo com as autoridades, um homem foi detido e três assaltantes armados foram mortos durante uma troca de tiros com a Rota, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo. Um dos agentes chegou a ser baleado no ombro, mas não corre risco de vida.
O SBT apurou que o homem preso é Rodinei José Moreira Gabira, de 39 anos. Ele não tem antecedentes criminais e é filho de um policial civil.
Funcionários rendidos
A quadrilha invadiu a mansão durante a tarde e rendeu duas empregadas domésticas, que foram ameaçadas. Durante o crime, um motorista que presta serviço para a família chegou à residência e acabou sendo agredido.
A filha de Elize e Marcos Matsunaga, que mora com os avós desde a época do crime, em 2012, tinha viajado com um familiar e, por isso, não estava no local.
Mitsuo Matsunaga, avô da menina e pai de Marcos, estava em um escritório localizado no mesmo terreno, mas não chegou a ser abordado pelos criminosos.
Funcionário acionou a polícia
Os funcionários foram colocados em um dos cômodos da casa principal, e um deles conseguiu acionar a polícia.
Quando a Rota chegou ao local, Rodinei correu para os fundos da casa. Os outros três assaltantes trocaram tiros com os policiais em um imóvel de lazer, também localizado no terreno.
Quinto suspeito
A polícia investiga se os criminosos sabiam que a mansão pertencia à família Matsunaga. A apuração aponta que eles procuravam um cofre durante a ação.
Há suspeita de que um quinto homem possa ter participado do crime, seja como piloto de fuga da quadrilha ou como responsável por planejar o assalto.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que, apesar de o imóvel contar com segurança particular, patrulhamento e guarita, as câmeras da mansão de luxo não teriam gravado a invasão.
Elize Matsunaga
Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão em regime fechado. A pena foi reduzida posteriormente e, em 2022, ela recebeu o benefício da liberdade condicional, passando a cumprir o restante da pena fora da prisão.
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